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terça-feira, 22 de abril de 2014

Dança Shaabi (Sha’bi)


Popular, do povo
Este é o Shaabi, a musica que carrega a voz da rua, a autenticidade do povo em seus sentimentos, brincadeiras e em seu humor. Vindos da classe urbana do cairo, esta dança solta e descontraída trás as raízes da dança egípcia de forma leve e descontraída, sem influencias de outras danças. A origem literal da palavra Shaabi (Sha’bi) em árabe egípcio é “das pessoas comuns”. Este estilo de musica é muito tocada em festas e casamentos.

O primeiro cantor conhecido de Shaabi foi Ahmed Adaweya, que trazia em suas letras protestos a várias injustiças sociais. A como já dito, a musica Shaabi é o som das pessoas da classe trabalhadora, acredita-se que muitas destas pessoas vindas do campo  trouxeram seus sons baladis com eles para as cidades, assim combinaram a música folclórica egípcia e instrumentos tradicionais com o clássico urbano. O shaabi geralmente apresenta o Mawal, improvisação cantada introdutória á musica, não seguindo nenhum ritmo, mas geralmente acompanhado pelo Nai, Acordeão ou Saxofone. A música shaabi não é muito rica se comparada ao estilo clássico egípcio cantado por Oum Koulsoum ou Abdel Halim Hafez, mas é agradável e prazerosa, muito apropriada para a dança.

Originalmente no Shaabi se usava galabia, hoje me dia, com as regras de palco e show mudadas, pode-se também dançar Shaabi usando duas peças como figurino, mas sempre lembrando, como em toda dança folclórica, o interessante é retratar a dança como ela realmente nasceu. O Figurino ajuda na caracterização da dança como um todo.


Caso tenham alguma sugestão, comentário, dúvida ou pedido, peço que enviem paracarolinnemahin@gmail.com

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segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Dabke



Desde os tempos dos fenícios (cerca de 4.000 a.C.), antes de forros estáveis serem instalados nos lares Libaneses, os telhados planos eram feitos de galhos de árvores que eram tapados com barro.  Quando vinha a mudança de estação, especialmente o inverno, o barro rachava e começavam as goteiras e infiltrações, para que isso não ocorresse era necessário um conserto.
Como era um trabalho árduo, o proprietário da casa chamava seus vizinhos e juntos eles subiam no telhado e batiam o barro com os pés fazendo com que penetrasse em todas as frestas, a fim de evitar os vazamentos. Por ser um trabalho desgastante, eles tocavam Derbake e uma flauta Mijwiz para dar ânimo e assim podiam compactar os telhados de suas aldeias e das aldeias vizinhas, mesmo sob o frio e a chuva. Mais tarde, um rolo de pedra substituiu os homens que, no entanto, já acostumados, continuavam a bater os pés nas ruas da aldeia. Hoje o Dabke é performance em toda casa Libanesa. O Dabke anima a vida, quando amigos e parentes se juntam em volta do mezze Libanês com arak ou vinho e começam a praticar a dança.

A palavra dabke significa “bater o pé no chão”. É dançado no Líbano, Síria, Jordânia e Palestina. Pode ser feito só por homens, só por mulheres ou por ambos, dependendo da tradição local. É feito em filas que podem se quebrar em formações. Os dançarinos podem dar as mãos ou colocá-las no quadril, com os cotovelos para fora. O líder é quem determina os passos da dança, guiando da ponta da fila girando seu lenço branco no tempo da batida. Quando os outros dançarinos estão acompanhando devidamente, ele começa a enfeitar o passo que acabou de criar com pulos, giros e viradas em que for hábil. Ele pode sair da fila e se mover nela para fazer passos sozinho ou desafiar os outros a dançarem sozinhos. O líder fica na ponta direita da fila, mas há pelo menos uma exceção notável, que é a “hora/debka” israelita, onde o líder fica na ponta esquerda da fila e esta move na direção oposta. Os movimentos dos dançarinos variam de uma pisada à frente a um passo contínuo simples, dobrar o joelho várias vezes, uma combinação de pulo e chute e o batimento ritmado com o pé. Há também pulos, saltos e movimentos trabalhados com os pés. O líder pode rodar um guardanapo ou lencinho. O sentimento (sensação) da dança é ditado pelos músicos – particularmente o flautista tocando o Nai – e pelo RAS (líder). A vantagem da flauta na dança é que aquele que a toca também pode participar. Às vezes seu toque parece levar os dançarinos a um transe onde eles andam arrastando e sacudindo por muito tempo sem mudar o passo. Outras vezes ele pode incentivar pulos e gritos até a exaustão. Essa dança é realizada por grupos profissionais em apresentações e também por pessoas comuns em casamentos e festas. É gostosa de dançar e linda de assistir. Há semelhanças com outras danças, como o Hasapiko rápido grego (não o Vari Hasapiko), Macedonian Oro, Bulgarian Horo, que são todos baseados no mesmo padrão passo-passo-passo-chute-passo-chute. Ás vezes é dançado com um bastão, mas que não tem nenhuma relação com o Tahtib ou dança da bengala  (Saidi). Conta-se que quando um galho reto de oliva é encontrado é considerado sinal de boa sorte. O ramo pode ser retirado da árvore e esculpido em forma de uma bengala sem gancho, geralmente em espiral. Então ele é levado durante a dança e pode ser balançado ou segurado no alto símbolizando boa sorte.

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Meleah laff


 

A Dança do Véu Enrolado (Meleah Laff) tem sua origem no Egito- Cairo. Até o ano de 1950 ainda era possível ver muitas das mulheres passeando no mercado central do Cairo. Hoje em dia, já não as encontramos mais. É uma dança muito simples, na qual a bailarina possui um tecido preto grande, o Melaya ou Meleah (véu) Laff ou Leaf (enrolado), por isso o nome da dança. É dançada por várias mulheres ao mesmo tempo e elas vão enrolando e desenrolando o véu como uma brincadeira. Utilizam vestidos curtos e tamancos, e tem um ar irreverente, podem rir, mascar chicletes e cantar. Dança de projeção folclórica criado por Mahmoud Reda, que com o passar dos anos acabou sendo incorporada na veia folclórica. 

Origem:

Para entendermos esta dança precisamos falar um pouco do Cairo e Alexandria. São as duas principais cidades do Egito em termos de difusão cultural.

*Cairo - dominada pelo rio e pelo deserto, porta de entrada dos viajantes europeus - abrigaria o árabe, islâmico, sério, internacional e intelectual 
*Alexandria – dominada pelo vento e pelo mar, capital de verão – o apreciador levantino, cosmopolita, sinuoso e volúvel. 

Essa observação à primeira vista inútil, porém de alto valor didático aos interessados, ajuda-nos a entender a influência de fatores geográficos e culturais, tornando possível a identificação de dois estilos distintos de manifestação popular na dança. 

Na década de 40 a cidade de Alexandria era a capital de veraneio do Egito. Turistas eram atraídos pelas praias e balneários elegantes. Nessa época o meleah (lenço preto) estava na moda e compunha o vestuário das mulheres. O clima quente obrigava-as a usarem vestidos leves e o lenço preto deveria protegê-las de olhares maliciosos. Ao dançar elas o utilizavam como um instrumento de brincadeira e de charme, por isto a tradicional brincadeira do “esconde e mostra”. Isso é bastante universal, fácil de entender porque estas moças chamavam a atenção, afinal em todo o mundo os homens são fascinados pela maneira como a mulher se veste para sair às ruas. Quando a moça passa por um grupo de rapazes, mesmo discretamente, recebe olhares curiosos por muitos motivos. 

A dança com o meleah, criada e transportada para o palco obedece à realidade do cotidiano e afirma-se: Meleah Laff do Cairo, Meleah Laff da Alexandria. 

Ahmed Fekry, coreógrafo egípcio e professor extraordinário explica a importância da personalidade das mulheres destas cidades no momento de montar um número de Meleah Laff. Em sua exposição afirmou que as moças de Alexandria são conhecidas e admiradas em todo o país pela beleza, charme e força. Independentes, costumam “andar” sozinhas devido à ausência prolongada dos homens locais por motivos de trabalho, portanto devem se defender dos turistas que invadem suas praias em busca de diversão. Segundo esse relato é comum o homem atrevido receber golpes de tamanco da bela, caso a moça se ofenda com um gracejo masculino inconveniente

Por isso o Meleah da Alexandria é mais discreto e o lenço trabalhado cuidadosamente. As músicas apresentam um momento especial para a dança masculina de Port Said (espécie de disputa com punhais afim de demonstrar virilidade e habilidade marcial) e as letras falam do mar, construindo assim um retrato da vida dessas pessoas. Colocada no palco pela primeira vez pelo coreógrafo Mahmmoud Reda na década de 60 , apresentava essa fórmula: a interação das pessoas com o mar (representado fisicamente por um longo véu) e o flerte sutil dos grupos masculinos e femininos. As bailarinas deixavam o palco para soltar o meleah retornando rapidamente enquanto os moços exibiam suas armas. 

Agora, vamos ao Cairo de Said e Fekry: moderna, agitada, das mulheres mais liberais que frequentam o mercado de Khan el Khalili. Salvo qualquer anacronismo, entenda-se: estamos lidando com adaptações para o showbiz. 
Fekry define essa dança como engraçada e fanfarrona; a mulher é debochada. A música é um hit parade, os sucessos que fervem nos nightclubs e nas ruas. O pop baladi, se podemos chamá-lo assim.
É comum as bailarinas girarem o meleah no ar, rodar as pontas alternadamente, amarrá-lo no quadril como as mulheres locais e até mesmo jogá-lo de lado, afinal não há preocupação em exibir o corpo nesse contexto. 

Portanto o Meleah laff, é uma dança que obedece à linguagem delicada do flerte e códigos mais que especiais.





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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Dança do Bastão ou Bengala – Raks El Assaya




Saidi é uma região entre Gizé e Edfu no Alto Egito, essa região dá nome ao estilo de dança folclórica com bastão e ao ritmo.
A dança com bastão é originalmente masculina e conhecida como Tahtib, esta é uma dança masculina, onde os homens se enfeitavam como pavões e simulavam uma luta entre si, usando esta dança para mostrar sua força e postura e desviavam dos golpes de acordo com o ritmo da música
 A bengala era utilizada por pastores, e quando eles tinham que ir para a guerra deixavam a missão pastoril para suas mulheres e filhos. Quando retornavam das batalhas notavam que o número de ovelhas aumentava e eram bem saudáveis, então os homens da tribo injuriados demonstravam com a bengala sua destreza com as mãos. Eles dançavam nas festas utilizando a bengala com movimentos bem másculos que mais pareciam uma luta que uma dança.
Segundo comentam estudiosos, o tahtib já estava presente desde a época dos faraós, algo que seria comprovado por figuras nos templos que se assemelham a esse tipo de dança.


As mulheres começaram a dançar de brincadeira nas festas apenas para satirizar os homens, mas esta dança folclórica acabou sendo introduzida nos grande espetáculos de dança do ventre pelo coreógrafo Mahmound Redá. Costuma-se chamar esta dança feminina de Raks El Assaya (Dança da Bengala)
Na dança feminina a força é sublime e a graça é essencial. O bastão ou bengala é usado para emolduras os movimentos e gestos adotados para este ritmo da dança. Ela pode até simular uma luta, só que com muita graciosidade .
Para dançar com o bastão não é qualquer ritmo, o usado é o Said ou Maalub el Balady, nome originário de El Saaid, no Alto Egito. É um ritmo 4/4 e possui muitas variações. As músicas desta dança seguem uma linha egípcia, alegre e com batidas específicas.
A roupa típica utilizada na dança da bengala é um vestido fechado, o qual o ventre da dançarina fica coberto, podendo ser justo ou mais folgado, preso pôr um cinturão e bem folgado para a liberdade de movimentos que a própria dança exige, com aberturas laterais, medalhões, chalés, lenços na cabeça e moedas. Usa-se vestido nesta dança para lembrar as esposas dos pastores, os quais, tangiam rebanhos com bastões e ao final do dia, já nas aldeia ou oásis, em volta das fogueiras, dançavam alegremente com suas mulheres.
Os movimentos mais usados com bastão são giros verticais, horizontais e transversais, sempre em harmonia com o trabalho dos quadris, busto e cabeça, requebrando habilidade e jogo de corpo da bailarina. São utilizados nesta dança muitos passos saltados e movimentos de ombros.

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Hagallah




Originária de Marsa Matruh, na fronteira com o deserto líbio ou da Líbia, no Egito. Essa dança de celebração é realizada pelos beduínos da região de Mersa Matruh, próximo à Líbia. Relacionado ao kaf (palmas).

O Hagallah é encontrado também em outras partes do Oriente Médio. Acredita-se que a palavra Hagallah, venha do árabe hag'l, que designa saltar, pular. Geralmente acontecem para celebrar casamentos ou as vésperas de um enlace. Também são apresentadas em festas para honrar visitantes ou selar um compromisso.
Hagallah refere-se à dança, à música e a esta celebração.Familiares e amigos acompanham com cantos e palmas.


Uma mulher ou uma dupla de mulheres, dançam movidas pelas palmas de grupos de homens, que competem entre si, para ganhar a atenção das mesmas.
O passo típico desta dança é o "shimmy" conhecido pelo mesmo nome Haggalah, uma versão maior e mais relaxada do movimento em L dos quadris.

A figura central é a bailarina. Uma mulher ou uma dupla de mulheres, dançam movidas pelas palmas assim havendo um aspecto competitivo onde diferentes grupos batem palmas chamando a solista, e aquele grupo mais forte ou carismático ganha a presença da solista perto dele. Essas palmas sofrem flutuações de dinâmica e velocidade, o que pode alterar a construção da dança.


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quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Guedra





Marrocos é um país com folclore diversificado, costumes e tradições que sobrevivem até os dias de hoje.Dentro das muitas
manifestações expressivas das tribos, uma que chama a atenção por sua peculiaridade é a Guedra. Este é um ritual dançado, com raízes ancestrais, a música leva ao transe durante sua execução. Suas origens são tema de especulação.

A Guedra é associada com a Aldeia de Goulimine, no sudeste do deserto marroquino. O nômades desta região são conhecidos como o Povo Azul ou Tuaregues.São chamados desta forma pois usam como vestimenta um manto de cor azul profundo, a tintura usada para dar cor ao tecido solta resíduos na pele o que faz com que a cor azul esteja presente não apenas em suas roupas mas também em seu corpo.
 
O nome Guedra pode ter vindo do tambor que é tocado para manter o ritmo específico para este ritual. A palavra Guedra significa pote, panela em árabe. O tambor é confeccionado com este recipiente e  tem o topo ou abertura coberto por pele de cabra , esticada e presa em toda a borda. Este instrumento é o reponsável único pela parte sonora desta dança. Nenhum outro instrumento é tocado. A dança acontece de acordo com as batidas deste tambor acompanhadas pelas palmas do público. O ritmo não tem enfeites ou ornamentos, é hipnótico e estável. A pulsação se mantém através do ritmo e da misteriosa linguagem das que dançam. O canto dos espectadores se modifica passando por respirações e um choro gutural.

O propósito da dança é servir como benção para amigos ou um casal no dia de seu enlace. A própria comunidade pode ser a razão do encontro. Diferenciando-se do ritual usado para apaziguar os maus espíritos ou do exorcismo encontrado na dança chamada Zaar.

Alguns dizem que Guedra tem o poder de atrair uma alma distante, atraída pelo místico ritmo da percussão. O papel desta dança é tido como esotérico na medida em que carrega diversos significados e simbolismos. Ele começa com uma mulher que parece uma massa negra e sem forma, representando a noite, o caos, o lago do entendimento ou energia cósmica. A massa se move de acordo com o ritmo, se tornando turbulenta, representando a exaltação de um universo que se organiza aos poucos. Os movimentos das mãos falam da paixão, drama, beleza, prazer e sofrimento, uma escala completa de emoções. Então um silêncio repentino restaura a energia para o seu estado essencial, antes da criação.



Geralmente uma mulher dança circundada por pessoas. A dançarina de joelhos com um véu negro que a cobre completamente chamado, Haik. Suas mãos emergem desta noite escura, na luz do fogo seus dedos e mãos se movem, sapecando, vibrando,mandando pequenas gotas de energia pelo ar. Os movimentos são feitos com este propósito, para as quatro direções cardinais, e para os elementos , terra, ar, fogo e água. Representando o tempo, passado, presente e futuro. O dedo indicador é separado dos outros dedos pois acredita-se que a essência da alma pode ser emanada por este dedo.

O clímax da dança é construído pouco a pouco, a dançarina move seu corpo de um lado para o outro de forma acentuada e penetrante. Ao mesmo tempo é delicada e leve. Suas tranças oscilam, ela pode caminhar ou se arrastar de joelhos, mas mantém o movimento acontecendo na parte superior de seu corpo. Ela ondula, faz rotações, deita para trás, se equilibra e inclina-se para trás até que sua cabeça toca o chão O véu negro cai e a dançarina é descoberta e tem seus olhos fechados. O ritmo acelera. Todos os expectadores estão em delírio e gritam encorajando-a. A dançarina então joga toda a sua energia num movimento alegre. Apenas quando o ritmo avança num crescendo, há um silêncio abrupto e a dançarina desmorona no chão como num desmaio. Ela é então substituída por outra que toma o seu lugar. Apresentar esta dança pode induzir a um estado hipnótico ainda que esta não seja a meta real da mesma.

A roupa tradicional é essencial para a dança. Esta dança nunca deve ser executada usando a versão mais comum de traje que temos soutien e cinturão acompanhados de saia e véu. Isto é absolutamente impraticável. O véu negro que cobre a cabeça e todo o corpo da bailarina no início da dança é uma peça única de tecido bem largo. Ele fica preso na frente da roupa por dois alfinetes, que tem uma longa corrente guarnecida entre eles. A touca na cabeça é decorada com conchas, e tranças artificiais pendem dele.A dançarina entrelaça seu cabelo com as tranças falsas para manter este adereço de cabeça no lugar, ele é decorado e tem sua estrutura feita de um arame fino. O adereço deixa um espaço de ventilação acima da cabeça o que é bastante prático para alguém que mora no deserto, ao mesmo tempo o espaço permite que as tranças se movimentem e libera os meneios de cabeça. As mãos são decoradas com desenhos feitos de henna, e ficam enfatizadas dentro do contexto geral, enquanto a maior parte do corpo está totalmente coberta. A riqueza do folclore Marroquino pode facilmente ser apreciada em sua forma mais superficial, mas dificilmente compreendida em seus mistérios mais profundos.Uma seqüência filmada preciosa está presente no vídeo, " Rare Glimpses" produzido por Ibrahim Farah. Neste vídeo, pode-se ver um momento real de Guedra gravado por volta de 1952.

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Andaluz - Raks al Andalus

Este estilo de dança teve sua origem na Espanha na época das invasões árabes na península ibérica. Nesta região espanhola tiveram muitas influências dos ciganos e dos próprios espanhóis.

A dança árabe andaluza é uma dança de corte. Contém movimentos delicados e complexos das mãos. Originariamente praticadas por dançarinas levadas dos países árabes e por escravas que eram educadas para cantar, dançar e tocar instrumentos.
Hoje em dia, tornou-se a dança das cidades antigas, praticadas por mulheres que descendem das antigas famílias.Com influências do Ballet Clássico e Flamenco por causa da postura alongada e elegância nos movimentos é repleta de deslocamentos, poses, giros e movimentos de braços e quadris bem sutis.



O ritmo que teria originado o andaluz seria o malfuf, mas é comum encontrar músicas com o masmoudi e samaai. Mahmoud Reda ficou muito conhecido com a forma falada/cantada (mowashah) de musicar o andaluz.
Os instrumentos mais usados neste estilo são o alaúde, rebab, darbuka, pandeiro, cítara e violino.

O andaluz é normalmente dançado por mulheres, mas não é difícil encontrar danças de casais e até mesmo masculinas.

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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Dança do Jarro - Raks Al Balaas





Dança folclórica, surgida entre os beduínos .Uma dança de reverência à água, que representa a vida.
A água era escassa e por isso sagrada no Egito Antigo, e só era obtida após as cheias do Rio Nilo. As mulheres, ao encherem seus jarros com água do Nilo, celebravam a vida através de movimentos de seus corpos com o jarro. Por isso é uma dança alegre, de celebração, comemoração.

É conhecida também como Dança do Nilo, como Raks Al Balaas, e também como dança da Samaritana.
O traje mais recomendado para a apresentação é o vestido, ou outro que mantenha a barriga coberta.


O jarro pode ser de barro (ou imitando barro) ou enfeitado, depende da preferência. Os ritmos mais adequados são o Said e o Falahi.
Os movimentos desta dança são alegres, descontraídos, animados. A bailarina faz movimentos com o jarro, além de colocá-lo algumas vezes sobre partes do corpo, como a cabeça, cintura e ombros.

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Dança com Padeiro - Raks el Daff



A história do Raks el Daff
 
Á milhares de anos, os habitantes do mundo mediterrâneo adoravam várias formas de uma Grande Deusa criadora. No centro crença sempre esteve a percussão, especialmente o pandeiro. Com ele, a Deusa regulava a dança rítmica do Cosmo – a sucessão das estações do ano, os ciclos da lua, o crescimento e amadurecimento dos grãos, as vidas das pessoas. 
Fontes antigas mostram que o pandeiro era um poderoso símbolo de presença espiritual. Estudos atuais sobre o funcionamento do cérebro sugerem que a percussão é capaz de alterar nosso estado de consciência, fato que ja era sábido a milheres de anos pelas sacerdotisas que se guiavam através das batidas do pandeiro, alteravam voluntariamente seu estado de consciência, viajando pelo céu, pela Terra e pelo mundo subterrâneo. Com o surgimento do patriarcado foi proibido a utilização ritualistica do pandeiro, sendo assim utilizado como objeto do folclore. 




Raks el Daff Atualmente

O pandeiro Árabe é conhecido como Daff, no Líbano e Riq era chamado no Egito.  
     
O Daff é um instrumento musical árabe muito parecido com o nosso pandeiro, ele possui um som semelhante também. É utilizado pelas bailarinas de dança do ventre, em apresentações para fazer um acompanhamento do ritmo tocado.
As músicas e a dança com este instrumento geralmente são muito alegres e festivas, devido a essa felicidade e festividade, alguns dizem que a dança com o pandeiro representa a boa colheita de frutas.
Geralmente usam-se ritmos mais rápidos, nos quais acompanham-se as batidas da percussão, como por exemplo no said, malfuf e falahi.
Nas apresentações, é comum fazer marcações com ele em batidas fortes, podendo marcar o ritmo nas mãos, ombros, quadril, joelhos por exemplo.

 Como ele é feito?
O pandeiro é um arco circular feito de pele esticada, que pode ser de animal, peixe e até mesmo sintética. Na sua armação, há 5 pares de címbalos duplos de metal (como os snujs) que, ao mexer no pandeiro, que emitem o som característico deste instrumento.




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Khaleege - Raks El Nacha'at




O Khaleege ou Khalije (pronunciem “ralíje”)  que em árabe significa “Golfo”, Também é conhecida como Raks El Nacha'at. É uma dança típica do Golfo Pérsico e toda aquela região da Península Arábica (Arábia Saudita, Iêmen, Omã, Emirados Árabes, Qatar e Bahrein) envolvendo também o Irã, Iraque e o Kuwait .
Aqui no Brasil nós conhecemos apenas uma versão do Khaleege: a feminina. Neste folclore, os homens também dançam, mas separados das mulheres, geralmente nem dançam sequer no mesmo espaço. Apesar de ambos serem Khaleege, as características mudam para cada gênero, o que vamos explicar aqui.


Khaleege Feminino

Para falar de Khaleege, esqueçamos tudo o que sabemos sobre a Dança do Ventre em questão de técnica. A começar pela vestimenta. Usa-se uma “Tobe al Nashar” ou Longa Túnica, sempre colorida e  ricamente bordada, esta túnica ainda pode ser usada para compor os passos, ao segurá-la nos giros e nos deslocamentos. Os cabelos longos são fundamentais para compor este visual, devem vir soltos, podendo usar arcos para enfeitá-los. A quantidade de bordados e o que usar por baixo varia de acordo com a região onde o Khaleege é dançado.


  • No Khaleege iraquiano se originaram os movimentos das mãos batendo no corpo, o costume de ajustar a bata ao corpo para enfatizar os movimentos do quadril. As mulheres costumavam pintar com henna as mãos, o queixo, a testa e os olhos, e usavam enfeites de ouro do nariz até a testa;
  • No Khaleege tribal, também chamado de  khaleege do Golfo Pérsico, é costume usar calças largas ou um vestido por baixo. As bailarinas que preferirem, também podem usar a roupa de dança do ventre mesmo, por baixo da bata, que é um costume bastante comum. Nestes dois estilos de Khaleege, usam-se muito os ombros, as mãos e a cabeça, com atenção especial para a movimentação dos cabelos para fazer um charme, tocando a testa com o pulso nos dois lados da mão (em forma de concha), no peito (podemos colocar uma das mãos no peito quando jogar o cabelo) e bater delicadamente os pulsos.
  • Estilo Maghreb, por baixo da bata usam-se calças e lenços de quadril. Os bordados da bata neste estilo não são tão ricos quanto nos outros dois, e a ênfase é no quadril e os movimentos de cabeça nem são usados.
Em qualquer estilo os pés sempre seguem um movimento igual, que é como se a bailarina estivesse “mancando” acompanhando os “duns” da música com essa marcação, sempre arrastando o pé de apoio. É muito importante a expressão da bailarina, sempre dando a entender que é tímida sem chegar a ser ingênua, o mais feminina possível, as mãos delicadas, apesar de não se usar aquela mão clássica.  Era originalmente dançada em círculos.
O ritmo utilizado para esta dança é o Soudi também chamado de Khaleege, caracterizado pelo “Dum-Dum-Ták” um pouco mais lento, sempre uniforme, cadenciado. É um ritmo 2/4 e os mais fortes são os duns, sempre, e marcando com o pé.


Khaleege Masculino


Este folclore é uma dança beduína, os passos basicamente são a famosa “ginga” e um quê de malabarismo. Os homens dançam com o bastão ou com um rifle (Yoolah), o primeiro serve como uma espécie de apoio, para balançarem para frente e para trás em fila, também movimentando-o de forma semelhante ao Saidi (segurando com os braços para cima e o apoiando no ombro) e o segundo o giram sem parar, o jogando para cima e também usando como apoio. Os homens, além disso, dão uns saltinhos – tímidos – para acompanhar o acento do ritmo, semelhante ao das mulheres.
A roupa deste folclore é a roupa tradicional dos árabes do Golfo Pérsico. Isto é, muitos deles não usam só essa roupa para dançar, mas na sua vida cotidiana também.

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