domingo, 29 de julho de 2012

Zaar - A dança da cura





É uma dança de êxtase, praticada no norte da África e no Oriente Médio, não aceita pelo Islamismo. Ele é melhor descrito como sendo uma "cerimônia de cura", na qual utiliza-se percussão e dança. Seu ritmo é o Ayubi. Funciona também como uma forma de compartilhar conhecimento e solidariedade entre as mulheres destas culturas patriarcais.

No Zaar, a maior parte dos líderes e dos participantes são mulheres. Isto não significa que os homens não participem das cerimônias Zaar; ele podem ajudar na percussão, no sacrifício de animais, ou fazer as oferendas.

Dessa forma, o Zaar, como ritual, é algo bem diferente daquele praticado para a dança do ventre, pois carrega uma simbologia e uma religiosidade fortíssima, que não deve ser menosprezada. Por causa dessa forte ligação com a magia, o ritual Zaar é proibido nos países islâmicos, o que não impede a sua realização em meios privados, uma vez que é uma tradição familiar (passada de mãe para filha), e que muitos acreditam ser necessária para a cura de enfermidades.

Na dança do ventre, o estilo Zaar aparece na utilização dos passos usados para as mulheres entrarem em transe( giros de corpo, tronco, cabeça...). Neste caso não há teor religioso, apenas se marca o ritmo Ayoubi com o estilo Zaar, sem a intenção ritualística: a dançarina joga a cabeça pros lados e a gira, podendo também usar movimentos pélvicos e de braços.

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Raks Shamadan - A dança do Candelabro





Dançado em comemorações como aniversários, nascimentos, batismos ou casamentos. Os Candelabros ajustam-se à cabeça da bailarina, geralmente com um véu embaixo e é dançado com música lenta. As Taças são seguradas pelas mãos que realizam movimentos lentos e alongados.
Existem algumas teorias, uma versão que conta que era costume no antigo Egito obrigarem as escravas a colocarem várias lamparinas acesas numa armação de metal sobre suas cabeça e circularem nas festas de forma a iluminar o ambiente, uma vez que a maioria das festas eram realizadas à noite e não existia energia elétrica naquela época. Desta forma os faraós poderiam deslocar a luz da forma que desejassem. Algumas destas escravas eram acrobatas e bailarinas, daí terem começado a dançar com este objeto em suas cabeças. Outra teoria conta que as sacerdotisas da lua dançavam com velas sobre a cabeça para se purifica e purifica o ambiente, assim limpando as energias negativas.

É mais comum vermos ainda hoje o Raks Shamadan sendo utilizado em casamentos. Quando esse costume ganhou as ruas egípcias ainda não havia energia elétrica e o shamadan era um prato na cabeça com um castiçal em cima, com o tempo foi se aperfeiçoando e hoje encontramos candelabros confeccionados em metal com hastes para colocar as velas. O cortejo no casamento egípcio chama-se zeffa que significa procissão com ruído, cortejo alegre e normalmente realizado à noite onde os dançarinos, músicos, cantores e membros da família percorrem o bairro até chegarem na casa dos noivos ou na recepção de salas ou hotéis como acontece atualmente. Em muitos países árabes ainda se pode assistir a esta tradição. 


O Raks Shamadan tem o simbolismo de celebrar a vida e a união entre as pessoas. Em um casamento, por exemplo, a dançarina e suas velas simbolizam a luz que irá iluminar o caminho do novo casal, pode-se ver bailarina colocar a mão sobre o ventre da noiva, uma forma de lhe desejar fertilidade no futuro. Nas festas de aniversário, o homenageado costuma apagar as velas do candelabro no final da apresentação da bailarina, pois dizem que traz sorte se assim for feito. 


Tradicionalmente é dançado com um vestido longo que cobre o ventre. Pode-se usar um tecido para cobrir a cabeça, esse tecido proteje seus cabelos da cera das velas. Não há um ritmo específico, mas recomenda-se o zaff e o malfuf.

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sexta-feira, 27 de julho de 2012

O que são as Danças Folclóricas?



Danças Folclóricas


 Danças típicas de diversas regiões do mundo árabe, nasceram no seio das manifestações sociais e culturais, e remetem a tradições, conhecimentos, ou crenças populares. Existem três tipos de danças dentro da categoria danças folclóricas árabes;


- Danças Folclóricas: são danças típicas de determinada região, e são realizadas dentro de uma comunidade, são de conhecimento popular. Possuem ritmo, músicas, movimentos e trajes próprios, permitindo pouca ou nenhuma incorporação de elementos novos, para não descaracterizar a dança. Exemplos: Khaleege e Dabke.

- Danças Folclóricas Rituais: são danças de carater religioso e espiritual, fazem parte da ritualistica de determinada religião ou crença. Por isso, tambem permitem pouca ou nenhuma incorporação de elementos novos. Exemplos: Guedra e Zaar.

- Danças Folclóricas Teatrais: não são danças típicas realizadas dentro de uma comunidade, trata-se de danças teatrais, que retratam situações do cotidiano antigo, como o ato de buscar água atravessando regiões desérticas. Por ser uma dança "inspirada no cotidiano antigo", permiti-se adicionar elementos novos a ela, desde que esses elementos remetam à cultura em que esta se "insere". Exemplos: Meleah Laff e Dança com jarro.



Nas próximas postagens irá ser especificado a essência de cada dança folcórica.

Beijos e uma boa semana.

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quarta-feira, 6 de junho de 2012

A Dança e a Gravidez



A gestação é um período no qual a mulher tende a ficar mais sensibilizada, biológica e emocionalmente. A prática de exercícios físicos nessa fase é aconselhável por ser muito benéfica – com orientação e acompanhamentos apropriados – pois facilita a adequação às alterações. A dança do ventre é uma das atividades mais adequadas a auxiliar a gestante neste momento. Originada nos rituais de sociedades matriarcais, essa dança possui conhecimento intrínseco do feminino, que acompanha a mulher nos diferentes aspectos de sua vida, valorizando a feminilidade e exaltando sua essência e qualidades.

Nos ritos de fertilidade o ventre era considerado o símbolo do útero da terra, e ambos eram semeados. Assim como a terra precisava estar preparada para o plantio, a mulher precisava estar preparada para a gestação e o parto. Nos tempos antigos não existia antibióticos, nem cesariana, nem nenhum tipo de recurso atual usados para o parto ou qualquer problema decorrente dele. A Dança do Ventre como culto à Deusa era a única fonte que trazia a força e o preparo necessários para a mulher, tanto físico quanto psicológico.

A gestação e exercícios
A gestação corresponde do desenvolvimento do embrião, desde a fecundação até o parto, e promove inúmeras modificações no organismo feminino, como alterações de humor, aumento da freqüência cardíaca e do consumo de oxigênio, aumento do útero, do peso corporal e da secreção hormonal, além de modificações posturais, sonolência e enjôos. A prática de atividade física nesse período é aconselhável por ser muito benéfica – com orientação e acompanhamentos apropriados – pois facilita a adequação às alterações, exceto em casos em que a gestação seja de risco. Para as mulheres sedentárias que planejam começar a se exercitar na gravidez é aconselhável que esperem até o terceiro mês de gestação, enquanto as que já praticavam atividades e nunca sofreram aborto espontâneo podem continuar, se adaptando a sua condição. Em todos os casos é imprescindível a autorização médica. Normalmente as atividades físicas podem ser praticadas até o parto, contanto que a gestante se sinta confortável, com a intensidade diminuída gradualmente.
Durante o parto normal alguns músculos são relaxados e outros contraídos, principalmente os abdominais, e esses movimentos devem ser coordenados para que o parto ocorra e o bebê nasça sem problemas. Exercícios que trabalham os músculos abdominais e pélvicos reduzem o tempo e a dor do parto.
As atividades físicas para gestantes diminuem o ganho de peso, risco de diabetes e partos prematuros, complicações obstétricas, dores e flacidez, melhoram a resistência muscular e cardiorrespiratória, aumentando a capacidade física para o parto e a fortalecendo para que a recuperação seja mais rápida, além de menor hospitalização, diminuição na incidência de cesárea e maior facilidade em recuperar o peso depois do parto.


A dança do ventre para gestantes
Dentre as atividades físicas mais indicadas a gestantes está a dança do ventre, já que é de baixo impacto e pode ser executada de forma suave e sem tensões, e que além de ajudar na preparação do corpo tanto para a concepção como para o parto também trabalha a postura e fortalece e tonifica os músculos das panturrilhas, coxas, quadris, glúteos, assoalho pélvico, abdômen e braços. O fortalecimento da musculatura abdominal melhora a postura e também ajuda no controle na respiração, o que contribui bastante no momento do parto. A dança também ajuda na circulação sanguínea, responsável pelo fornecimento de nutrientes ao feto.
A prática da dança do ventre também proporciona melhor condicionamento físico e alongamento, maior coordenação motora, solta as articulações, alivia tensões e ajuda a prevenir a prisão de ventre, comum durante a gravidez. Dentre os benefícios psicológicos pode-se ressaltar maior sensação de bem estar, já que a atividade diminui a sensação de isolamento social, o risco de depressão, a ansiedade e stress, aumento da auto-estima, da feminilidade, da confiança, e do desejo sexual, que costumam ser abalados com as mudanças desse período. “Num momento em que nossas formas se modificam dia-a-dia, às vezes temos a sensação de inadequação com esse novo corpo.  A dança oferece a possibilidade de conviver pacificamente com essas modificações, sentindo cada fase como especial e momentânea. O movimentar desse corpo que agora abriga um outro corpo, dá leveza e confiança. A gravidez não é e nem nunca deve ser um empecilho a liberdade corporal da mulher. É importante obter prazer enquanto grávida, pois dessa forma esse período será vivido de forma plena e desprovido de desconforto, respeitando seus limites e observando sempre seu bem estar em primeiro lugar.”
A dança do ventre contribui ainda no período do pós-parto (ou resguardo), que tem a duração entre seis e oito semanas, terminando com o retorno da menstruação. Essa é uma fase na qual a mulher ainda vivencia muitas alterações e é o tempo que seu organismo necessita para se restabelecer e voltar ao estado anterior à gestação, especialmente em relação à forma física.
É essencial para garantir a saúde tanto da gestante quanto do bebê aliar a atividade física com nutrição adequada, e alguns desconfortos da gravidez também podem ser atenuados com a alimentação. É o caso dos enjôos, que podem ser aliviados com ingestão de frutas, sucos de sabor azedo, alimentos em forma de papa ou purês, além de bebidas e comidas mornas ou frias. Devido às alterações hormonais na gestação, a digestão tende a ficar mais lenta e a azia e a prisão de ventre se tornam inevitáveis. Para amenizar tais infortúnios pode-se apostar em uma dieta leve, rica em fibras, líquidos e frutas (como mamão, melão, ameixa, figo, uva). Deve-se evitar alimentos gordurosos e fritos e jamais esquecer a ingestão de água, especialmente durante as atividades físicas.



A dança do ventre praticada de forma regular e adequada durante a gestação é uma maneira agradável e eficiente de manter a saúde e forma física, e ainda preparar o corpo para o parto. Nesse período é fundamental a prática de atividades físicas prazerosas e seguras, respeitando as alterações metabólicas e hormonais da gestação. “Cuidar de você mesma enquanto está gerando seu filho é um prazer necessário e bem vindo. Aproveite esse tempo para oferecer a si mesma a melhor das atenções e todo o cuidado do mundo. Curta sua gravidez, os momentos que vivemos hoje são diferentes dos que viveremos amanhã. Cada gestação tem suas características peculiares e únicas, esteja alerta para viver intensamente essa experiência maravilhosa que é ser mãe.”

Videos 




 Referência bibliográfica:
Artigo premiado: Dança do ventre e Gestação - Ana Paula Camilo



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segunda-feira, 7 de maio de 2012

Como surgiu a maquiagem?



 Os mais antigos indícios achados por arqueólogos datam do Egito Antigo, por volta de 3000 antes de Cristo. "Considerada uma arte pela civilização egípcia, a maquiagem se originou com o kohl", afirma a físico-química Inês Joeques, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O kohl é um pigmento preto ainda hoje usado como sombra - isto é, para sublinhar o contorno dos olhos e escurecer cílios e sobrancelhas. Esse e outros antepassados da maquiagem também seriam desenvolvidos milênios mais tarde na Europa, tanto na Grécia como na Roma antigas, onde embelezavam não apenas as mulheres, mas igualmente os homens. Após a queda do Império Romano (no século V d.C.), porém, o uso desses produtos foi praticamente abandonado na maior parte do continente europeu e, durante toda a Idade Média, o pensamento religioso falou mais alto que a vaidade. A maquiagem só ressurgiria com força a partir do século XV, quando a Itália e a França se tornaram os principais fabricantes de produtos de beleza.
Nessa época, o uso de maquiagem era privilégio de reis, cortesãos e aristocratas, que apreciavam principalmente o pó-de-arroz e pomadas coloridas que serviam para pintar os lábios. Somente no século XVIII é que tais artefatos começaram a se popularizar, mesmo não sendo bem aceitos em todos os países. Na Inglaterra, por exemplo, mulheres mais conservadoras evitavam usá-los por considerá-los vulgares e associá-los a costumes pouco respeitáveis. Esse preconceito inglês - compartilhado também pelos americanos - só acabaria no início da década de 1920, que deu o impulso que faltava para a maquiagem se transformar em mania mundial.


Vaidade ancestral 
Três dos principais produtos de beleza já existiam na Antiguidade
Sombra
A mais antiga das maquiagens era usada pelos egípcios milênios antes de Cristo, conhecida como kohl. Fragmentos desse pó escuro - uma mistura do mineral malaquita com carvão e cinzas -, que servia para realçar os olhos, foram encontrados em vasos nas tumbas de Menes, faraó da primeira dinastia egípcia, de cerca de 3000 a.C.
Rouge
Pode ter sido na Grécia Antiga que surgiu o primeiro antepassado do rouge. Segundo relatos do dramaturgo Aristófanes, na Atenas do século V a.C. as mulheres já utilizavam matérias-primas como gordura e tinta vermelha para produzir esse tipo de efeito corado nas faces. A tintura era obtida de raízes vegetais
Batom
Também na Roma Antiga, as mulheres misturavam ingredientes como papa de cevada, chifre de veado moído, mel e salitre para produzir pastas à base de gordura que eram aplicadas nos lábios, como um batom primitivo. Mas, nessa época, isso servia mais para proteger os lábios do ressecamento do que para embelezá-los
Cores naturais Minérios, argila e fuligem davam os tons da maquiagem primitiva Vermelho
Na Antiguidade, maquiagens com esse tom continham óxido de ferro, tirado de rochas moídas
Preto
A cor vinha de compostos contendo elementos básicos, como carvão, cinzas e fuligem
Verde
Era obtido a partir de um minério de cobre chamado malaquita, que tem coloração esverdeada
Amarelo e ocre
A principal matéria-prima usada para produzir esses tons era a argila

Fonte: http://mundoestranho.abril.com.br

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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Dança com Snujs - Raks el Sagat

 No Egito Antigo, as bailarinas costumavam estalar os dedos para acompanhar o ritmo da música.
Este costume evoluiu com a utilização de pequenos instrumentos metálicos chamados snujs ou sagats.



Os snujs são instrumentos musicais, requerendo portanto, estudo, disciplina, bom ouvido e musicalidade para incorpora-los á dança.

São usados um par em cada mão. Um deles se prende ao dedo médio e o outro ao dedão por meio de um elástico. O elástico não deve estar muito solto para não cair, e nem muito apertado para não prender a circulação sanguínea.

O toque dos snujs deve ser sincronizado com os movimentos de braços, tronco e quadril.

Eles podem ser tocados pelos músicos, ou então pela própria bailarina enquanto dança. Neste caso, requer grande habilidade da bailarina, que deve dançar e tocar ao mesmo tempo.

É um instrumento percussivo que pode acompanhar a música toda, apenas algumas partes e/ ou os breaks (paradas) da música.

Geralmente as músicas mais indicadas são as mais aceleradas, mais animadas, com ritmos ou floreados bem marcados, e não se exige um traje específico para tocá-los.

Não é indicado tocar em taksins ou qualquer outro momento lento da música.

È preciso conhecer bastante a música e treinar bem os toques para que o som fique bom. Pois caso contrário, a música e a dança ficarão poluídas.



Mitos e curiosidades:

Egito antigo: Os som dos Snujs servia para a invocação da Deusa Bastet, a deusa gata protetora das mulheres que cuidavam de crianças pequenas, e das dançarinas. Seu culto principal dava-se na cidade de Bubast, onde um grande templo, com imagens e múmias de gato em seu louvor.Uma vez por ano, nos Festivais suas sacerdotisas entravam numa barca que descia o rio Nilo e tocavam seus snujs, cantavam, batiam palmas e queimavam incensos.
Nas margens, o povo ribeirinho era conclamado a assistir e participar no Festival da Deusa, carregando tochas, enquanto as sacerdotisas chamavam para testemunhar das dádivas da Deusa da Fecundidade, da Dança, da Reprodução, da Música, das Artes,...
Neste festival, na verdade, todas as Deusas protetoras das mulheres eram reverenciadas, sendo que Hator também era considerada divindade da música e da dança, tendo vários intrumentos musicais a representação desta deusa .

Marrocos: Ao invés de dois pares de snujs para tocar o instrumento, utiliza-se um par numa mão e um só na outra.

Grécia, a Turquia e a Índia: Apesar de não serem de origem árabe, também ostentam a cultura dos snujs.


 Dicas:
Existem snujs prateados ou dourados, lisos ou com desenhos, pequenos, médios ou grandes. A escolha depende da preferência de cada um, bem como da habilidade, pois os snujs maiores requerem mais treino. O tamanho ideal para bailarinas são os de tamanho médio.


Com o tempo os snujs podem escurecer ou ficar esverdeados e para voltar à sua cor original, pode-se usar alguns produtos que são vendidos em casas especializadas de instrumentos.


São necessários alguns cuidados com o armazenamento para prolongar a qualidade do som e a aparência dos snujs. Por isso é importante não guardá-los úmidos e deixá-los envolto em algum tecido.


O bom som produzido pelo snuj acontece quando se toca um no outro e logo em seguida o som ainda continua reverberando no ar. Ou seja, quanto mais o som se estender no ar, melhor é a qualidade do snuj. 

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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Dança com Espadas - Raks al Saif




Dizem que a dança da espada surgiu como uma forma simbólica de libertação das mulheres, que em diversos contextos históricos, foram subjugadas pelos homens. Assim, elas começaram a dançar com estas armas de guerra, símbolos da violência e do poder com movimentos sinuosos, delicados e com equilíbrio, mostrando total controle do objeto.
A Dança com Espadas  exige habilidade da bailarina. É executada com uma espada desenvolvida para dança, sem corte. A manipulação desse objeto encantador representa força, poder e equilíbrio, que acontecem de maneira sensual e extremamente feminina.
A bailarina pode usar a espada para fazer poses ou equilibrá-la na cabeça, mãos, cintura, abdômen, ombro, coxa, pés e onde mais a sua imaginação deixar. É utilizada em músicas lentas, por isso, é comum ver oitos, redondos e outros movimentos sinuosos como os camelos e ondulações durante a apresentação. Porém, é comum ser usada em danças de chão e em derbakes, com shimis e marcações. Nos deslocamentos, é usada principalmente com giros.

– Origens –


A origem é nebulosa mas esta conectada ao Egito, a Turquia e a Índia, principalmente entre as tradições beduínas onde as mulheres têm participação nas batalhas. 

- Curiosidades -

Dentro da ritualística do Zaar, entre as tribos do deserto, as mulheres utilizam espadas para maldizer os espíritos masculinos que lhe tenham feito algum mal, funciona como uma ferramenta de purificação.

Também nas regiões afastadas do Golfo Pérsico, a espada é utilizada juntamente com um Daff para retratar as dificuldades da guerra. 

- Lendas - 



  Uma lenda conta que havia um tempo na história egípcia em que as dançarinas eram vendidas como escravas nas cortes ou como propriedades dos ricos. Costumavam dançar com espadas em batalhas.Não sumulavam lutas nem disputar, mas delicadamente equilibravam a espada na cabeça dançando destemidas, expressando-se livremente debaixo da espada. Você controla minha vida, segure a espada sobre minha cabeça, mas não controle meu espírito."   

  Outra versão, indica que a dança é uma homenagem à deusa egípcia Neit, considerada protetora, caçadora, guerreira e que abria caminhos. Outras afirmam que as mulheres tomavam as espadas dos guerreiros e guardas no final da guerra e equilibravam no seu corpo para demonstrar que eram melhores como acessórios do que como armas.

  Há também quem diga que elas dançavam assim como uma espécie de agradecimento ou celebração da vitória na guerra. Neste sentido, a dança reflete a luta dos árabes pela terra. Por fim, outra lenda conta que elas precisavam demonstrar habilidades para seus reis. Independente da origem, esta da dança demonstra habilidade, técnica de dissociação perfeita e total controle do corpo – ou como propõe a primeira lenda, do espírito- da bailarina.


Até o próximo post!
Beijos


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