quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Andaluz - Raks al Andalus

Este estilo de dança teve sua origem na Espanha na época das invasões árabes na península ibérica. Nesta região espanhola tiveram muitas influências dos ciganos e dos próprios espanhóis.

A dança árabe andaluza é uma dança de corte. Contém movimentos delicados e complexos das mãos. Originariamente praticadas por dançarinas levadas dos países árabes e por escravas que eram educadas para cantar, dançar e tocar instrumentos.
Hoje em dia, tornou-se a dança das cidades antigas, praticadas por mulheres que descendem das antigas famílias.Com influências do Ballet Clássico e Flamenco por causa da postura alongada e elegância nos movimentos é repleta de deslocamentos, poses, giros e movimentos de braços e quadris bem sutis.



O ritmo que teria originado o andaluz seria o malfuf, mas é comum encontrar músicas com o masmoudi e samaai. Mahmoud Reda ficou muito conhecido com a forma falada/cantada (mowashah) de musicar o andaluz.
Os instrumentos mais usados neste estilo são o alaúde, rebab, darbuka, pandeiro, cítara e violino.

O andaluz é normalmente dançado por mulheres, mas não é difícil encontrar danças de casais e até mesmo masculinas.

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segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Dança do Jarro - Raks Al Balaas





Dança folclórica, surgida entre os beduínos .Uma dança de reverência à água, que representa a vida.
A água era escassa e por isso sagrada no Egito Antigo, e só era obtida após as cheias do Rio Nilo. As mulheres, ao encherem seus jarros com água do Nilo, celebravam a vida através de movimentos de seus corpos com o jarro. Por isso é uma dança alegre, de celebração, comemoração.

É conhecida também como Dança do Nilo, como Raks Al Balaas, e também como dança da Samaritana.
O traje mais recomendado para a apresentação é o vestido, ou outro que mantenha a barriga coberta.


O jarro pode ser de barro (ou imitando barro) ou enfeitado, depende da preferência. Os ritmos mais adequados são o Said e o Falahi.
Os movimentos desta dança são alegres, descontraídos, animados. A bailarina faz movimentos com o jarro, além de colocá-lo algumas vezes sobre partes do corpo, como a cabeça, cintura e ombros.

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Dança com Padeiro - Raks el Daff



A história do Raks el Daff
 
Á milhares de anos, os habitantes do mundo mediterrâneo adoravam várias formas de uma Grande Deusa criadora. No centro crença sempre esteve a percussão, especialmente o pandeiro. Com ele, a Deusa regulava a dança rítmica do Cosmo – a sucessão das estações do ano, os ciclos da lua, o crescimento e amadurecimento dos grãos, as vidas das pessoas. 
Fontes antigas mostram que o pandeiro era um poderoso símbolo de presença espiritual. Estudos atuais sobre o funcionamento do cérebro sugerem que a percussão é capaz de alterar nosso estado de consciência, fato que ja era sábido a milheres de anos pelas sacerdotisas que se guiavam através das batidas do pandeiro, alteravam voluntariamente seu estado de consciência, viajando pelo céu, pela Terra e pelo mundo subterrâneo. Com o surgimento do patriarcado foi proibido a utilização ritualistica do pandeiro, sendo assim utilizado como objeto do folclore. 




Raks el Daff Atualmente

O pandeiro Árabe é conhecido como Daff, no Líbano e Riq era chamado no Egito.  
     
O Daff é um instrumento musical árabe muito parecido com o nosso pandeiro, ele possui um som semelhante também. É utilizado pelas bailarinas de dança do ventre, em apresentações para fazer um acompanhamento do ritmo tocado.
As músicas e a dança com este instrumento geralmente são muito alegres e festivas, devido a essa felicidade e festividade, alguns dizem que a dança com o pandeiro representa a boa colheita de frutas.
Geralmente usam-se ritmos mais rápidos, nos quais acompanham-se as batidas da percussão, como por exemplo no said, malfuf e falahi.
Nas apresentações, é comum fazer marcações com ele em batidas fortes, podendo marcar o ritmo nas mãos, ombros, quadril, joelhos por exemplo.

 Como ele é feito?
O pandeiro é um arco circular feito de pele esticada, que pode ser de animal, peixe e até mesmo sintética. Na sua armação, há 5 pares de címbalos duplos de metal (como os snujs) que, ao mexer no pandeiro, que emitem o som característico deste instrumento.




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Khaleege - Raks El Nacha'at




O Khaleege ou Khalije (pronunciem “ralíje”)  que em árabe significa “Golfo”, Também é conhecida como Raks El Nacha'at. É uma dança típica do Golfo Pérsico e toda aquela região da Península Arábica (Arábia Saudita, Iêmen, Omã, Emirados Árabes, Qatar e Bahrein) envolvendo também o Irã, Iraque e o Kuwait .
Aqui no Brasil nós conhecemos apenas uma versão do Khaleege: a feminina. Neste folclore, os homens também dançam, mas separados das mulheres, geralmente nem dançam sequer no mesmo espaço. Apesar de ambos serem Khaleege, as características mudam para cada gênero, o que vamos explicar aqui.


Khaleege Feminino

Para falar de Khaleege, esqueçamos tudo o que sabemos sobre a Dança do Ventre em questão de técnica. A começar pela vestimenta. Usa-se uma “Tobe al Nashar” ou Longa Túnica, sempre colorida e  ricamente bordada, esta túnica ainda pode ser usada para compor os passos, ao segurá-la nos giros e nos deslocamentos. Os cabelos longos são fundamentais para compor este visual, devem vir soltos, podendo usar arcos para enfeitá-los. A quantidade de bordados e o que usar por baixo varia de acordo com a região onde o Khaleege é dançado.


  • No Khaleege iraquiano se originaram os movimentos das mãos batendo no corpo, o costume de ajustar a bata ao corpo para enfatizar os movimentos do quadril. As mulheres costumavam pintar com henna as mãos, o queixo, a testa e os olhos, e usavam enfeites de ouro do nariz até a testa;
  • No Khaleege tribal, também chamado de  khaleege do Golfo Pérsico, é costume usar calças largas ou um vestido por baixo. As bailarinas que preferirem, também podem usar a roupa de dança do ventre mesmo, por baixo da bata, que é um costume bastante comum. Nestes dois estilos de Khaleege, usam-se muito os ombros, as mãos e a cabeça, com atenção especial para a movimentação dos cabelos para fazer um charme, tocando a testa com o pulso nos dois lados da mão (em forma de concha), no peito (podemos colocar uma das mãos no peito quando jogar o cabelo) e bater delicadamente os pulsos.
  • Estilo Maghreb, por baixo da bata usam-se calças e lenços de quadril. Os bordados da bata neste estilo não são tão ricos quanto nos outros dois, e a ênfase é no quadril e os movimentos de cabeça nem são usados.
Em qualquer estilo os pés sempre seguem um movimento igual, que é como se a bailarina estivesse “mancando” acompanhando os “duns” da música com essa marcação, sempre arrastando o pé de apoio. É muito importante a expressão da bailarina, sempre dando a entender que é tímida sem chegar a ser ingênua, o mais feminina possível, as mãos delicadas, apesar de não se usar aquela mão clássica.  Era originalmente dançada em círculos.
O ritmo utilizado para esta dança é o Soudi também chamado de Khaleege, caracterizado pelo “Dum-Dum-Ták” um pouco mais lento, sempre uniforme, cadenciado. É um ritmo 2/4 e os mais fortes são os duns, sempre, e marcando com o pé.


Khaleege Masculino


Este folclore é uma dança beduína, os passos basicamente são a famosa “ginga” e um quê de malabarismo. Os homens dançam com o bastão ou com um rifle (Yoolah), o primeiro serve como uma espécie de apoio, para balançarem para frente e para trás em fila, também movimentando-o de forma semelhante ao Saidi (segurando com os braços para cima e o apoiando no ombro) e o segundo o giram sem parar, o jogando para cima e também usando como apoio. Os homens, além disso, dão uns saltinhos – tímidos – para acompanhar o acento do ritmo, semelhante ao das mulheres.
A roupa deste folclore é a roupa tradicional dos árabes do Golfo Pérsico. Isto é, muitos deles não usam só essa roupa para dançar, mas na sua vida cotidiana também.

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sábado, 4 de agosto de 2012

A Dança da Flores - Raksat el Zohour





Esta modalidade de dança do ventre está ligada à natureza. As camponesas egípcias realizavam a colheita durante a primavera e para comemorar a fartura e também aliviar o trabalho árduo, elas dançavam.

Na região da Arábia Saudita, é comum ter apresentações de dança nas quais as bailarinas distribuem flores ao público. As músicas geralmente são alegres e as bailarinas costumam dançar também em dias festivos.

Não há trajes, ritmos ou músicas especificas, mas sugere-se dançar ao som de músicas alegres e que tratem de temas relacionados a flores ou colheitas.

Enquanto dança, a bailarina pode segurar o cesto de flores na cabeça, no ombro, ao lado do quadril, etc. Pode prender uma flor entre os dentes, bem como movimentar e segurar a saia enquanto dança.

A entrega de flores ou pétalas ao público durante a dança é comum também, e acrescenta um charme à apresentação.

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domingo, 29 de julho de 2012

A dança com taças




A dança com taças é uma variação da dança com o candelabro que é de origem egípcia, essa dança é utilizada em ocasiões especiais como casamentos, aniversários e nascimentos. A bailarina precede a comitiva abrindo e iluminando o caminho, para que os homenageados tenham prosperidade e vida longa.

Inicialmente as velas ficavam em uma armação metálica com formato de uma grande saia e na cabeça a dançarina levava um jarro de água, mostrando uma habilidade surpreendente. Posteriormente os candelabros foram adaptados e utilizados nas cabeças das dançarinas constituindo a versão atual. As taças têm o mesmo propósito do candelabro mas a dança com taças tem mais apelo cênico, pois possibilita uma maior mobilidade da bailarina. Tem um ar de mistério, pois é dançado na penumbra somente com a luz das velas e como, geralmente, é dançado com músicas lentas os movimentos são suaves como ondulações, redondos, movimentos de chão e batidas leves.


Nessa dança a bailarina deve mostrar delicadeza e habilidade no manejo das taças, que desenham formas no ar, iluminando e escondendo seu corpo no movimentar das mãos/punho e das chamas das velas. O trabalho de braços é muito valorizado.

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A dança do punhal





A dança do punhal tem sua origem a Turquia, mas precisamente os ciganos. Em 1700 e 1800, as mulheres russas e italianas eram raptadas pelos ciganos por serem mulheres muito vistosas e bonitas, e por isso eram disputadas pelos homens para que posteriormente fossem desposadas pelos mesmos. E depois de cada disputa o punhal era enterrado na terra para descarregar as energias negativas de quem o empunhasse. As ciganas usavam esse ritual para disputar os seus pretendentes, o punhal indicava a disponibilidade da dançarina perante o homem desejado. Cada gesto usado com o punhal tem uma simbologia própria. 

Esta dança trabalha o espírito da luta pessoal e a aceitação dos desafios que a vida nos oferece. Quase nada se sabe sobre sua origem, mas alguns acreditam que, para os egípcios, era uma homenagem à Deusa Selkis, que simbolizava a morte e a transformação.
Numa outra versão, essa dança era realizada pela odalisca predileta dos Sultão. Para mostrar seu poder às outras mulheres do Harém, ela tomava do Sultão seu punhal e dançava diante de todos. Com isso, ficava provado que ele tinha total confiança nela.



Coreograficamente esta dança tem a teatralidade muito presente, se tratando da versão mais ancetral das mulheres da Turquia, a coreografia deve ser fiel ao contexto que se seguia: mulheres aprisionadas, sequestradas, lutando por sua liberdade, sua integridade física ou algo mais contemporâneo, obedecendo o sentimento da bailarina, a sua interpretação, o Punhal como acessório, contundente, ao que ela quer demosntrar.

Simbologia usada em cena:

- Punhal com a ponta para fora da mão: a bailarina está livre; com a ponta para dentro, está comprometida
- Punhal no peito: demonstração de amor
- Punhal no meio dos seios com a ponta enfiada no decote: sedução
- Punhal na testa com a ponta para baixo: magia
- Punhal na horizontal da testa: assassino
- Punhal nos dentes: desafio
- Punhal na cintura: sedução
- Equilibrar o punhal no ventre: destreza
- Bater o punhal na bainha: chamado para dança
- Punhal entre as mãos, sinuoso: homenagem a alguém da platéia


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