segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Samia Gamal - Biografia




Zainab Ibrahim Mahfuz nasceu em Wana, uma pequena cidade egípcia, em 1924. Mudou-se junto com sua família para o Cairo. Anos depois conheceu Badia Masabni, que a convidou para integrar sua companhia de dança e a trabalhar no Cassino Opera, assim recebendo de Badia o nome de Samia Gamal. 

Primeiramente estudou com Badia, e com a então estrela do momento, Tahiya Carioca. Samia foi a pioneira no uso dos sapatos de salto e do véu. A dança com véus surgiu a partir das aulas que Samia teve com a bailarina russa Anna Ivanna. Anna Ivanna sugeriu o uso do véu como um recurso para melhorar a expressividade dos braços e mal sabia ela estava criando um ícone da Dança Oriental no mundo. Logo tornou-se uma solista respeitada e criou seu próprio estilo.


Samia Gamal atuou juntamente com Farid al Atrache em diversos filmes. Quase todas as músicas compostas por Farid foram dedicadas a Samia, mas o romance nunca oficializou-se. Samia casou-se com o milionário texano Sheppard King III, que se converteu ao islamismo por sua causa, mas esse casamento não durou muito. Ja em 1958 Samia casou-se com Roshdy Abaza, um dos mais famosos atores egípcios, época na qual fizeram alguns filmes juntos.

Samia Gamal, ao lado de Tahia Carioca, é considerada uma das mais famosas dançarinas do mundo. E foi a responsável por levar a Dança do Ventre para Hollywood e Europa. 


É elogiada e lembrada por seu estilo charmoso e sedutor ao dançar, pela expressividade de seus olhos, bem como pelo quadril leve e solto. 

Samia Gamal parou de dançar em 1972 quando estava perto dos 50 anos, mas começou novamente depois, por sugestão de um amigo, Samir Sabri. Ela então dançou até perto da década de 1980. Ela dizia: "Dança, dança, nada além da dança. Eu dançarei até morrer!".

Na noite do dia 01 de Dezembro de 1994 Samia faleceu, no Hospital de Mirs no Cairo, aos 70 anos e foi sepultada quase no anonimato.


Filmografia:

  • Samia Forever (Documentary, 2003)
  • Fabulous Samia Gamal, The, (Documentary, 2003)
  • The Stars of Egypt: Volume 3: Samia Gamal, Part I (Film, 19??)
  • The Stars of Egypt: Volume 3: Samia Gamal, Part II (Film, 19??)
  • Tarik al shaitan...aka The Way of the Devil (Film, 1963)
  • Waada el hub... aka And Love Returned (Film, 1961)
  • Nagham el hazine, El... aka Sad Melody (Film, 1960)
  • Rajul el thani, El... aka The Second Man (Film, 1960)
  • Kull daqqa fi qalbi... aka Every Beat of My Heart (Film, 1959)
  • Maweed maa maghoul... aka Rendezvous with a Stranger (Film, 1959)
  • Gharam al-miliunayr aka Love of the Millionaire (Film, 1957)
  • Amanti del deserto, Gli...aka Desert Warrior (Film, 1956)
  • Masque de Toutankhamon, Le...aka Trésor des pharaons, Le (Film, 1955)
  • Sigarah wa kas... aka A Cigarette and a Glass (Film, 1955)
  • Ali Baba et les quarante voleurs...aka Ali Baba; Ali Baba and the Forty Thieves (Film, 1954)
  • Valley of the Kings (Film, 1954)
  • Nachala hanem... aka The Lady Pickpocket (Film, 1954)
  • Raqsat al-wadah... aka The Farewell Dance (Film, 1954)
  • El Wahsh... aka The Monster (Film, 1954)
  • Ketar el lail... aka The Night Train (Film, 1953)
  • Ma takulshi la hada... aka Tell No-one; Don't Tell Anyone (Film, 1952)
  • Amir el antikam... aka The Count of Monte Cristo (Film, 1951)
  • Taa la salim... aka Come and Say Hello (Film, 1951)
  • Ahmar shafayef... aka Lipstick (Film, 1950)
  • Akher kedba... aka The Final Lie (Film, 1950)
  • Sakr, El... aka The Falcon (Film, 1950)
  • Nuit des étoiles, La (Film, 1950)
  • Afrita hanem... aka Lady Afrita; Lady Genie; Little Miss Devil; The Genie Lady (Film, 1949)
  • Agaza fel gahannam... aka Holidays in Hell (Film, 1949)
  • Bahebbak inta... aka I Love You Only (Film, 1949)
  • Bint haz... aka The Lucky Girl (Film, 1949)
  • Sparviero del Nilo, Lo (Film, 1949)
  • Mughamer, El... aka The Adventurer (Film, 1948)
  • Sahibat el amara... aka The Landlady (Film, 1948)
  • Ahdab, El... aka The Hunchback (Film, 1947)
  • Ersane talata, El... aka The Three Suitors (Film, 1947)
  • Habib al omr... aka The Love of My Life (Film, 1947)
  • Bani adam, al-... aka Sons of Adam (Film, 1945)
  • Taxi hantur... aka A Hansom Carriage (Film, 1945)
  • Russassa fil kalb... aka A Bullet in the Heart (Film, 1944)
  • Ali Baba wa al arbain harame... aka Ali Baba and the Forty Thieves (Film, 1942)
  • Gawhara (Film, 1942)

Caso tenham alguma sugestão, comentário, dúvida ou pedido, peço que enviem para carolinnemahin@gmail.com

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sábado, 6 de outubro de 2012

Salve Jorge - Nova novela que nos trará a Dança do Ventre Turca




A próxima novela da Globo, a Salve Jorge, que entra no lugar de Avenida Brasil, trará dança promete conquistar  as brasileiras:
Salve Jorge estreia no próximo dia 22 e promete elevar a dança do ventre turca ao posto de nova mania nacional. O ritmo da Dança do Ventre Turca é mais alegre e expansiva da já conhecida dança do ventre Árabe.

“O estilo turco faz um mix com danças folclóricas e ciganas e, por isso, carrega muitos movimentos da natureza – do vento, das árvores… – e movimentos do cotidiano”, explica a fotógrafa, que faz parte da produção da novela. “ Ela tem muito mais giros, movimentos de mãos mais enérgicos e é bem mais rápida”.


Cleo Pires, que dará vida à Bianca na trama que substituirá Avenida Brasil, no horário nobre da Globo, conta com a ajuda da coreógrafa Sandra Regina para desenvolver melhor sua personagem. Dedicada, a atriz vem tendo aulas de dança para compor melhor seu papel.

"Quanto mais eu aprendo, mais penso que não sei nada e que preciso treinar mais", contou a atriz em vídeo divulgado pela Globo.

A Novela promete lugares belíssimos e exóticos e a dança do ventre Turca está presente em todos eles….


 Video do ensaio de dança da Cleo Pires
Fonte:
G1 e Ofuxico
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terça-feira, 2 de outubro de 2012

Fluência, harmonia e trabalho de braços




Braço
(latim bracchium, -ii) s. m. Cada um dos membros superiores do corpo humano.

Mas muito mais que apenas um membro para nós poetas do corpo.
Os braços expressão os mais profundos sentimentos, uma expressão que parte da alma da bailarina, assim tornando sua dança mágica, dando um toque de surrealismo a sua apresentação. O publico não compreende o por que de seu fascínio, já que muitos dos movimentos ou desenhos coreográficos são semelhantes aos já vistos em outros momentos. É neste encanto que o público colhe os frutos da essência da bailarina, assim emocionando-se, cativando-se, tornando aquele momento único.
O trabalho harmônico de braços é um grande desafio dentro da Dança do Ventre, pois estes devem ser combinados de forma leve e suave combinada com a quantidade certa de energia necessária para o efeito desejado do movimento. Podemos fazer um trabalho separado de braços ou utiliza-los como continuidade do movimento de corpo, assim adicionando mais brilho a performance executada.
Ao trabalhar braços imagine sempre desenhos circulares ou ondulatórios no ar , tendo em mente sempre aumentar a amplitude do movimento, assim possibilitando infinitas expressões de braços.



Para melhor compreensão podemos aplicar a geometria corporal expressiva :


-O que é Geometria corporal expressiva?

É o termo que define basicamente o uso da geometria e da metafísica como recurso didático no ensino da dança.


-Como assim Geometria e Metafísica?
 
Se a geometria utilizada como ferramenta visual e cinestésica, é apresentada através de gráficos, cujas linhas e formas representam a intenção do movimento a ser executado, a metafísica assegura a interpretação da metáfora da forma desenhada pelo corpo, axiliando em algumas destas dificuldades de expressão e de leitura corporal,  resultando, inclusive, na maioria dos casos, em uma aprendizagem mais rápida, uma vez que a base de sua abordagem (a geometria) é universalmente compreendida.



-Aplicando a geometria corporal expressiva na Dança do Ventre:

Na Dança do Ventre o método fará uso de gráficos que representem formas como oitos, círculos, linhas ondulatórias, prestando atenção no andamento fluente da melodia. Movimentos ondulatórios e sinuosos se encaixam perfeitamente na leitura de instrumentos melódicos da músicas oriental como: Nay (flauta), Alaúde (corda), Violino, Acordeon e outros. 

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domingo, 30 de setembro de 2012

A música Árabe




A dança árabe é determinada pelo acompanhamento musical. Esta música nunca é simplesmente pano de fundo. É tarefa da bailarina expressar as emoções solicitadas pela música e durante improvisações destacar a qualidade do instrumento que sola, extraindo dele sua qualidade essencial, tudo através da dança. O termo música arábe é enganoso. Notas, ritmos, instrumentos e estilos de canto variam de país para país. Ainda assim, toda música árabe compartilha certas semelhanças. Uma delas é que dentro de sua estrutura formal, ela reteve do passado uma fortíssima qualidade na improvisação e em sua essência ela é altamente melódica.
Ao contrário da música ocidental, ela não desenvolveu o uso da harmonia. A razão básica é que harmonia depende de um sistema tonal fixo (um espaço invariável entre notas). Toda escala na música árabe tem certas posições fixas – tons e meios tons – como na música ocidental, mas entre eles existem notas sem lugar fixo e que caem em posições ligeiramente diferentes numa escala cada vez que são tocadas.
Na música árabe, uma única oitava pode conter algo entre 18 e 22 notas com intervalos tão pequenos quanto a nona parte de um tom. As únicas composições que podem incluir harmonias simples são aquelas aseadas na melodia e escala ocidental. É este tipo que ouvimos nas gravações orquestradas modernas.
Dentro do elaborado sistema de escalas da música árabe, os instrumentistas tem espaço para explorar a melodia, mais ou menos da mesma forma parecida que uma improvisação de jazz. Isto é feito utilizando a melodia e tecendo padrões complexos ao redor dela, do mesmo modo que a arte islâmica começa com um motivo central e ornamentos ao redor dele para construir os padrões arabescos.
O mais próximo que podemos chegar da antiga música árabe é o que vemos na estrutura formal Arabe-Andaluz, um estilo de Maghreb. Os mouros, termo europeu para designar os árabes e bérberes, ficaram na Espanha por 700 anos. Inicialmente conquistaram a Andaluzia, como eles a batizaram no início do século VIII e por algum tempo ela permaneceu não mais do que uma remota província do Império Islâmico em expansão. Ainda em tempo, a Andaluzia, que compreendia uma área maior do que a que conhecemos hoje por este nome, se tornou o maior canal da civilização islâmica para o Ocidente. Nos idos de 750 a dinastia de Umayyad foi expulsa de Damasco e se estabeleceu na Andaluzia. A apaixonante cultura Ummayyad trouxe a música tradicional da Arabia Oriental para Espanha, onde mais tarde foi modificada pelas influências gregas e se tornou a música Árabe-Andaluz que estabeleceu suas raízes no Norte da África.
Em 1822 o músico Zuyab chegou na Espanha da Corte Abassid de Bagdá, trazendo com ele formas musicais persas que tinham sobrevivido na Andaluzia e ainda hoje permanecem no flamenco. O primeiro conservatório de música foi fundado no século XII em Córdoba, naquele tempo um dos centros culturais mais celebrados da Europa. Até aquele momento, a maioria dos habitantes da Andaluzia falavam árabe e tinham adotado a fé do Islamismo. A dominação islâmica da Espanha durou até o século XV quando a unidade do califado se enfraqueceu e aconteceram divisões étnicas e tribais, expulsando os muçulmanos da Europa em 1492.
A penetração múltipla de estilos artísticos na Espanha Mourisca deixou mais do que uma esplendida arquitetura.
No sentimento, o ritmo do cantar, a música da Espanha é mais árabe do que européia. Flamenco é uma mistura de elementos mouriscos, andaluzes e ciganos, e sua forma mais antiga é especialmente árabe no sabor com ritmos separados por leves pausas. Esta é uma característica tanto das canções quanto das composições instrumentais.
O principal instrumento do flamenco, a guitarra (violão), se desenvolveu a partir do alaúde, o clássico instrumento da música árabe. O alaúde, que provê tanto a melodia quanto o ritmo, é o protótipo no qual a teoria da música árabe é baseada. Ele é cavado um único bloco de madeira. Através da Espanha Mourisca, o alaúde encontrou seu caminha para o resto da Europa, mais tarde se transformando na guitarra dos dias de hoje.
Para examinar a música de todos os países árabes levaria o tempo e o tamanho de um livro. Aqui estão apenas algumas informações sobre o estilo da música oriental, exemplificadas pela música egípcia, a qual tem absorvido a maioria das mudanças ao longo do anos e é a mais ligada com os solos usados na dança feminina.
A música oriental inclui muitas tradições desde Iraque até Egito. É difícil fazer a distinção entre música clássica e popular. A música clássica é um refinamento da tradição folclórica. A música menos sofisticada, ou folclórica, do Norte da África e também do Oriente Médio é aquela que acompanha a danças tradicionais tais como a marroquina "chikhat" ou a egípcia "ghawazee".
Quando mulheres se reunem informalmente para se divertir, elas produzem músicas cantadas batendo palmas e usando instrumentos de percussão como bendir e seu equivalente no Oriente Médio, daff.
Contra tempos são tocados, usando diferentes tipos de palmas, as mãos como conchas produzem som opaco, enquanto bater as pontas dos dedos contra as palmas resulta num som claro e agudo. Essa riqueza e elaboração na forma de bater palmas é uma característica especial da música do Norte da África. O único tambor tocado com bastões, ao invés das mãos é o "tabel baladi" um enorme tambor de duas faces que é pendurado por uma tira em volta do pescoço do músico. Seu som profundo e pesado, faz dele um instrumento popular para todas as celebrações que envolvem procissões, tais como casamentos e cerimônias religiosas.
Os instrumentos rítmicos de música oriental tanto folclórica quanto clássica são o derbak (darbuka na África) e o tabla (no Egito). Este instrumento parecido com o pandeiro ou pequenos tambores do Brasil, produz sonoridade intensa e nas mãos de um músico habilidoso, os mais sutis embelezamentos na música.
A música oriental moderna tem sido influenciada de diversas formas pelo Ocidente, formas que às vezes são bem-vindas, e as vezes não. No Yemen, músicos que tocam canções ou melodias tradicionais são respeitados enquanto outros que utilizam um estilo ocidental são tratados com desprezo. Contrariamente no Egito e Líbano música ocidental tem sido aceita pela diversidade que oferece. A influência ocidental na música egípcia deriva das tentativas no final do século XIX para modernizar o país e do impacto posterior da mídia. Este impacto foi concentrado nas grandes cidades.
Do final do século XIX para frente, novas escalas melódicas padrões métricos e tipos de composição foram absorvidos dentro da música no Egito, enquanto o tipo de instrumentos usados numa orquestra mudavam e cresciam em variedade. O "tabla" originalmente um instrumento "baladi" se tornou proeminente nas orquestras apenas depois de I Grande Guerra Mundial. O tradicional grupo de quatro ou cinco instrumentos cresceu para uma orquestração completa. O estilo europeu das bandas militares resultou na gradual adição dos metais, enquanto violino, orgão elétrico, acordeom e violoncelo gradualmente foram aceitos e se transformaram em parte de uma orquestra egípcia.
Quanto maior o número e a variedade dos instrumentos, mais fácil é criar uma rica sonoridade. Como as bandas cresceram de 5 a 6 componentes para as grandes orquestras de hoje, também a música ganhou uma textura mais rica, com instrumentos específicos ou grupos de instrumentos dominando certos trechos da música. Os percussionistas produziram uma ornamentação mais complexa nos ritmos, e uma música que no passado tinha sido principalmente improvisada se tornou mais estruturada.
Texto escrito por Lulu Sabongi


Em outubro haverá uma nova coluna no blog com enfoque musical na Dança do Ventre, caso tenham alguma sugestão, comentário, dúvida ou pedido, peço que enviem para carolinnemahin@gmail.com
Beijos  
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